Uma ampla operação conjunta envolvendo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a Polícia Civil do Estado do Paraná e o Ministério Público do Paraná (MPPR) foi deflagrada na manhã desta terça-feira com o objetivo de combater uma organização criminosa que operava no tráfico de drogas. A operação, batizada de “Carga Fria”, resultou no cumprimento de mandados em diversos municípios, com destaque para Balneário Camboriú, Camboriú e Içara, no Sul Catarinense.
A ação visava desarticular uma rede de tráfico de drogas que atuava na região Oeste do Paraná, distribuindo entorpecentes para diversas partes do país. Os líderes da organização criminosa ostentavam um estilo de vida extravagante, incluindo aquisição de imóveis e veículos de luxo, viagens para destinos renomados e outros bens de alto valor.
As autoridades alegam que os ganhos obtidos através do comércio ilícito de drogas estavam sendo dissimulados por meio da compra de bens móveis e imóveis, especialmente na cidade de Balneário Camboriú. Estes bens eram frequentemente adquiridos em nome de terceiros, visando ocultar a verdadeira identidade dos proprietários.
A operação “Carga Fria” mobilizou aproximadamente 200 policiais, incluindo a Divisão de Combate à Corrupção (DCCO), a Divisão Policial do Interior (DPI) e os GAECOs de Santa Catarina e Pernambuco. Foram cumpridos 101 mandados judiciais, incluindo 45 de busca e apreensão nos estados do Paraná, Santa Catarina e Pernambuco, resultando em dez prisões preventivas.
Além disso, foram sequestrados 20 bens móveis, incluindo carros e caminhões, e oito imóveis. Um policial civil do Estado de São Paulo, suspeito de envolvimento na organização criminosa, foi afastado de suas funções durante a operação.
A investigação, que se estendeu por cerca de quatro meses, causou um prejuízo estimado em torno de R$ 28 milhões para os criminosos. Este valor inclui mais de R$ 20 milhões em bens sequestrados durante a operação, aproximadamente R$ 700 mil em bens apreendidos ao longo das investigações e cerca de R$ 7 milhões em drogas confiscadas.
Os suspeitos enfrentarão acusações que abrangem crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas que podem chegar até 38 anos de prisão. Adicionalmente, responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, passível de pena de até 10 anos de reclusão por cada ato pratica.





