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Agressora de entregadores chega para prestar depoimento em delegacia na Zona Sul do Rio

A ex-atleta de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, flagrada chicoteando um motoboy, mordendo uma entregadora e intimidando uma lojista, era esperada para depor na semana passada, mas adiou a ida à delegacia após apresentar um atestado médico. Ela é investigada por injúria e lesão corporal.

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A ex-atleta de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, de 53 anos, chegou por volta das 13h50 na 15ª DP (Gávea), na Zona Sul do Rio, para prestar depoimento no inquérito que investiga agressões contra entregadores em São Conrado. Ela estava acompanhada do advogado e não quis falar com a imprensa.

 

Sandra foi flagrada chicoteando um motoboymordendo uma entregadora e intimidando uma lojista nas últimas semanas. O depoimento dela estava marcada para acontecer na semana passada, mas foi adiado depois que a defesa dela apresentou um atestado alegando problemas de saúde.

Na última quarta, o advogado do entregador Max Angelo dos Santos — o homem chicoteado com uma guia de cachorro —, informou que seu cliente foi ouvido no dia da agressão, mas disse esperar que ele seja chamado novamente nos próximos dias para complementar o inquérito policial com novas informações.

Novas testemunhas serão ouvidas pela polícia no inquérito que apura os crimes de injúria e lesão corporal.

Como ocorreram as agressões cometidas pela ex-atleta? No domingo de Páscoa, cinco dias depois de ter xingado motoboys na Estrada da Gávea, Sandra estava passeando com o cachorro quando voltou a se desentender com entregadores e cuspiu neles. A ex-atleta discutiu com uma mulher que fazia parte do grupo e mordeu a perna dela. Na sequência, partiu para cima de um dos profissionais, que é negro, chicoteando-o com a guia do cão.

▶️ Quem são as vítimas? A primeira pessoa a sofrer agressões no domingo foi a entregadora Viviane Maria de Souza, que não revidou e afirma: “Ela me xingou de lixo, de favela, de um monte de coisa”. Já Max Angelo dos Santos levou um soco na cabeça, antes de ser chicoteado. Ele diz: “Ela me tratou como se eu fosse um escravo”.

▶️ Quem é a agressora? Ex-jogadora de vôlei de praia, Sandra é dona de uma escolinha que oferece aulas da modalidade a crianças na Praia do Leblon e trabalhou como nutricionista em clínicas do Rio. A mulher tem passagens anteriores pela polícia por lesão corporal, injúria e ameaça, furto de energia e fraude em licitação.

Onde ocorreram as agressões? Em frente a uma loja que serve de base para uma plataforma de entregas – os motoboys circulam pela região para retirar pedidos. Na mesma calçada, fica o prédio em que Sandra Mora.

▶️ Como foi a briga anterior às agressões de domingo? Na terça-feira (4), depois de alegar que motoboys trafegam pela calçada, Sandra intimidou uma funcionária da mesma loja. Max, que gravou o bate-boca, afirma: “Ela [a ex-atleta] intimidou a menina que trabalha na loja a dar o telefone do responsável para obter meu registro e meu nome. Falou que iria me ferrar e me colocar na cadeia”.

▶️ Quais as reações à atitude de Sandra? A Prefeitura do Rio suspendeu o funcionamento da escolinha de vôlei da qual ex-atleta é sócia. Já o advogado do condomínio onde ela aluga um apartamento afirmou que vizinhos querem expulsar a moradora do prédio. E a Comissão de Ética do Conselho Regional de Nutrição abriu um processo administrativo contra Sandra.

▶️ O que diz a defesa da ex-atleta sobre o atestado apresentado para justificar a ausência no depoimento? “Ela está com várias lesões”, afirmou o advogado Roberto Duarte Butter. Perguntado sobre a linha de defesa da cliente, declarou: “Vocês vão se surpreender”.

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