Josiane Rosa, de 45 anos, sobreviveu após ser brutalmente atacada pelo enteado em Barra Velha. Ela levou mais de 300 pontos na cabeça e agora luta por justiça.

“Eu achei que ia morrer. Só pedia socorro.” Com o rosto desfigurado, a cabeça aberta em mais de 300 pontos e a mão quebrada, Josiane Rosa, de 45 anos, foi carregada às pressas para o hospital em Barra Velha, no Litoral Norte de Santa Catarina. Era o fim de uma noite de terror. Mas o começo de uma luta por justiça.
O agressor? O próprio enteado. Um jovem de 23 anos que morava na mesma casa e que, durante um surto de violência, usou uma barra de ferro para atacar a madrasta por trás. Não satisfeito, arrancou parte do dedo da mulher com uma mordida.
A cena foi tão brutal que, ao ver o suspeito ensanguentado, os médicos chegaram a pensar que ele também era vítima. “O sangue era dela. Ele arrancou o dedo dela com a boca”, revelaram fontes ligadas ao atendimento.
“Se eu não matei, eu ainda vou matar ela”, teria dito o agressor a uma vizinha, que correu para salvar Josiane. A empresária contou que a briga começou com uma discussão verbal. Ela virou de costas — e foi quando recebeu o primeiro golpe na cabeça com a barra metálica de um ventilador. O segundo golpe veio em seguida. Atordoada, tentou pedir ajuda. “Me ajoelhei e pedi socorro. Mas ele continuou me batendo. Me deu com a barra na cabeça, depois quebrou minha mão, depois mordeu meu dedo”.
Enquanto ela sangrava e desmaiava no chão, o enteado gritava: “Tira ela daqui porque eu vou matar ela. Se eu não matei, eu ainda vou matar ela”. Foi essa vizinha que conseguiu entrar na casa, resgatar Josiane e levá-la ao hospital. Ela passou 18 dias internada, sendo seis na UTI. As imagens do estado em que ficou impressionam: hematomas por todo o corpo, um dedo decepado, cortes profundos na cabeça.
Hoje, Josiane está em Itajaí, se recuperando. Ainda terá meses de fisioterapia pela frente para tentar recuperar os movimentos da mão quebrada. Mas o trauma não vai embora tão cedo.
O enteado foi preso em flagrante no dia do crime. A Polícia Civil o indiciou por tentativa de feminicídio e encaminhou o inquérito ao Ministério Público. Tudo parecia caminhar para que o agressor permanecesse preso. Mas no dia 14 de agosto, o juiz da 2ª Vara Criminal de Barra Velha decidiu soltar o suspeito.
Via Jornal Razão





