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Irmãos Brazão são presos suspeitos de mandar matar Marielle Franco

Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal

 

Durante uma operação deflagrada na manhã deste domingo (24), a Polícia Federal prendeu os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.

 

As prisões ocorrem após Ronnie Lessa, que efetuou os 13 disparos contra as vítimas, ter o acordo de delação premiada validado pelo STF há menos de uma semana. O caso foi encaminhado para a Suprema Corte depois que o nome do deputado federal Chiquinho Brazão, que tem foro privilegiado, apareceu na delação. Ele e o irmão, Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do estado do Rio, foram apontados por Ronnie Lessa como envolvidos no plano pra matar a vereadora. Na delação, o ex-PM afirmou que os mandantes integram um grupo político poderoso no Rio com vários interesses em diversos setores do Estado.

 

A ação, que contou com a participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público, foi feita na manhã deste domingo para surpreender os suspeitos. O setor de inteligência da polícia indicava que os mandantes do crime já estavam em alerta nos últimos dias, após o STF homologar a delação de Ronnie Lessa.

 

Agora, os investigadores trabalham pra descobrir a motivação do crime. A motivação do crime tem a ver com a disputa territoral e a expansão da milicia no Rio de Janeiro, de acordo com o que foi dito e confirmado pelas delações durante as investigações

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