Justiça retoma julgamento do caso Henry Borel após anos de espera

O julgamento do caso envolvendo a morte do menino Henry Borel voltou ao centro das atenções nesta semana, com a retomada do júri popular no Rio de Janeiro. O ex-vereador Dr. Jairinho e a professora Monique Medeiros são acusados pela morte da criança, ocorrida em março de 2021, em um caso que causou forte comoção nacional.
A sessão foi marcada por tensão e tentativas de adiamento. Logo no início do julgamento, Jairinho chegou a destituir seus advogados, movimento que poderia provocar nova suspensão do júri. No entanto, após decisão da Justiça e intensa discussão no tribunal, o ex-vereador voltou atrás e restabeleceu a defesa, permitindo o prosseguimento da sessão.
O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e deve durar entre cinco e sete dias, segundo promotores e integrantes da defesa. Sete jurados — cinco homens e duas mulheres — foram escolhidos para decidir o destino dos réus.
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Henry, então com apenas quatro anos. As investigações concluíram que o menino apresentava múltiplas lesões e sinais de agressão. O Ministério Público acusa Jairinho de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação. Monique Medeiros também responde por homicídio qualificado por omissão, além de outros crimes relacionados ao processo.
Antes da retomada do júri, o pai do menino, Leniel Borel, voltou a cobrar justiça e afirmou que a longa espera pelo julgamento representa um sofrimento contínuo para a família
O caso também provocou mudanças na legislação brasileira. Em 2022, foi sancionada a chamada “Lei Henry Borel”, que endureceu punições para crimes cometidos contra crianças e ampliou medidas protetivas para vítimas de violência doméstica





