Segundo o delegado Murilo Silveira da Cunha, investigado afirmou que aplicou um mata-leão na jovem quando ela tentou deixar a residência; ele ainda teria permanecido no imóvel com o corpo e tentado tirar a própria vida.

Mensagens encontradas no celular do suspeito teriam sido o estopim para a discussão que terminou com a morte de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão. A informação foi revelada pelo delegado Murilo Silveira da Cunha, responsável pelo caso, ao detalhar nesta terça-feira (11) pontos do depoimento prestado pelo investigado, de 21 anos.
Conforme o delegado, a jovem teria visto no aparelho mensagens do namorado com outras mulheres e passou a questioná-lo. Em depoimento, o investigado alegou que as conversas teriam ocorrido durante um período em que os dois estavam separados. Segundo a Polícia Civil, o casal mantinha um relacionamento conturbado.
A discussão teria ocorrido entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira. Ainda de acordo com o relato apresentado à polícia, em determinado momento Joviana tentou deixar a residência. Foi então que o rapaz teria aplicado um golpe conhecido como mata-leão na jovem. Ela morreu no local.
Após perceber que Joviana estava morta, o investigado teria enrolado o corpo e permanecido na residência. Segundo o delegado, ele chegou a dormir no local enquanto o corpo da jovem permanecia escondido dentro de um quarto trancado.
O rapaz também relatou que ingeriu uma grande quantidade de medicamentos numa tentativa de tirar a própria vida, mas sobreviveu. Durante os dias seguintes, o quarto onde estava o corpo permaneceu fechado.
A situação só veio à tona na segunda-feira (10). Conforme relatado à polícia, a mãe do investigado afirmou que o quarto do filho já era um ambiente de acesso bastante restrito. Segundo ela, o rapaz costumava receber pessoas no local e, por isso, ela não teria percebido inicialmente nenhuma movimentação que levantasse suspeitas.
Do outro lado, a mãe de Joviana começou a desconfiar das mensagens que recebia pelo celular da filha. Ela teria percebido mudanças na forma como as mensagens eram escritas e estranhou o conteúdo das conversas, aumentando a preocupação com o paradeiro da jovem.
A polícia foi acionada e, ao chegar à residência, encontrou Joviana já sem vida. O investigado acabou preso em flagrante e foi encaminhado ao Presídio Regional de Tubarão ainda na segunda-feira.
Nesta terça-feira (11), ele passou por audiência de custódia. A Justiça decretou a prisão preventiva, e o jovem permanece preso enquanto as investigações sobre o feminicídio prosseguem.
Joviana tinha 19 anos, era natural do Paraná e morava em Morro da Fumaça. O investigado tem 21 anos.
Ao comentar o caso, o delegado Murilo Silveira da Cunha também chamou atenção para o contexto em que o crime ocorreu. Agosto marca a campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias da morte da jovem.





