Menino de 11 anos é atacado por tubarão e mobiliza resgate na praia do Recife

Banhistas ajudaram a tirar a criança do mar antes da chegada dos bombeiros
Um ataque de tubarão deixou banhistas em alerta na tarde deste domingo (31). Um menino de 11 anos sofreu ferimentos após ser mordido enquanto estava no mar e precisou ser resgatada às pressas por guarda-vidas.
O incidente ocorreu por volta das 13h40. Testemunhas acionaram o Corpo de Bombeiros logo após perceberem que o menino havia sido atacado. Em seguida, equipes de socorro prestaram os primeiros atendimentos ainda na faixa de areia.
A vítima sofreu mordidas no quadril e na mão esquerda. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que os guarda-vidas retiram o garoto da água e o transportam em uma maca até a chegada do atendimento especializado.
Inicialmente, os socorristas encaminharam o menino para o Hospital da Aeronáutica. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, a equipe médica determinou sua transferência para o Hospital da Restauração, referência em traumas na capital pernambucana.
Segundo informações apuradas pela imprensa local, a criança chegou à unidade hospitalar em estado estável e seguiu diretamente para o centro cirúrgico. Até a publicação desta reportagem, o hospital não havia divulgado uma atualização oficial sobre seu estado de saúde.
Região concentra histórico de ataques
O ataque aconteceu na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O local figura entre os pontos com maior registro de incidentes envolvendo tubarões em Pernambuco.
Dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) apontam que Pernambuco contabiliza 83 ocorrências desde 1992, quando teve início o monitoramento oficial. Somente as praias de Piedade e Boa Viagem registraram 24 casos cada ao longo desse período.
De acordo com especialistas do comitê, ainda não foi possível identificar a espécie envolvida no ataque. Entretanto, os tubarões-tigre e cabeça-chata estão entre os animais mais frequentemente associados aos incidentes registrados na região.
Além disso, as condições do mar no momento do ataque podem ter contribuído para a aproximação do animal da faixa mais rasa. Conforme o Cemit, a água estava turva, a maré permanecia alta e havia forte agitação marítima, fatores que reduzem a visibilidade e favorecem situações de risco para banhistas.,





